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ARTIGOS

http://www.lea.co.ao/images/noticias/A-guerra-continua-entre-matias-e-salú_na_lea.jpg

A “saga” entre Matias Damásio e Salú Gonçalves continua nas redes sociais.

Fonte Lea.co.ao Data 2018-11-06 10:38:47

Matias Damásio não compareceu no Show do Mês do corrente mês o que espoletou uma avalanche de protestos nas redes sociais por desrespeito ao público que lá teve. O cantor alega de que havia avisado de antemão sua ausencia por desavenças com o apresentador do show neste caso Salú Gonçalves. Salú não se pronunciou pelo menos não oficialmente na net como fez Matias mas o fez durante o Show.

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Morre o músico e produtor angolano Roxane Fernandez

Fonte Lea.co.ao Data 2025-12-27 12:27:32

Artista faleceu aos 26 de dezembro, na província da Huíla, deixando um legado marcante na música instrumental angolana

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Radiohead regressam aos palcos após sete anos — mas enfrentam apelos ao boicote

Fonte Lea.co.ao Data 2025-09-03 19:42:57

Banda britânica anuncia digressão europeia para o inverno de 2025, enquanto activistas pró-Palestina exigem distanciamento de actuações em Israel

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 DJ Samurai 0

Luís Queiróz, mais conhecido pelo nome artístico DJ Samurai, nasceu em Luanda no dia 25 de julho de 1976. Reconhecido como uma figura central e de referência obrigatória no movimento deejaying em Angola, DJ Samurai desempenhou um papel crucial na revitalização da cultura Hip-Hop no final dos anos 1990. Ele trouxe de volta os turntables, lançou as primeiras mixtapes de Hip-Hop em Angola e fundou a Mad Tapes Entertainment, a primeira gravadora angolana exclusivamente dedicada ao Hip-Hop.

Formado em Comunicação Visual, DJ Samurai é um entusiasta multifacetado da cultura Hip-Hop, com talentos que abrangem design, fotografia, produção de vídeos, criação de beats e mixagens. Sua paixão pela cultura reflete-se em todos os seus projetos, incluindo a editora Mad Tapes, que se tornou um marco para a música angolana.

Início e Influências
A paixão de Samurai pelo Hip-Hop começou em meados dos anos 1980, quando, ainda jovem, assistiu ao filme Breakdance e viu dançarinos como Turbo e Ozone, bem como performances locais na TPA. Em 1986, mudou-se para Portugal, onde sua conexão com o Hip-Hop se aprofundou, especialmente após o acesso ao programa Yo! MTV Raps. Nomes como Eric B & Rakim, Public Enemy, Run-D.M.C., KRS-One e Wu-Tang Clan moldaram suas primeiras influências musicais.

Na década de 1990, Samurai começou a se aventurar no graffiti e formou, junto com amigos, o grupo de rap "Red Rasta". Atuando como DJ e produtor do grupo, sua habilidade atrás dos pratos e nos beats chamou atenção, marcando o início de sua carreira como DJ e produtor.

Retorno a Angola e Contribuição ao Movimento Hip-Hop
Ao regressar a Angola, DJ Samurai rapidamente integrou-se no movimento Hip-Hop local, conhecendo nomes como Afro Kett, Mavy Man, Kool Klever e Yannick Afroman. Ele começou a tocar em eventos e meetings, promovendo o Hip-Hop angolano com sets marcantes, que misturavam músicas locais e internacionais.

Com sua gravadora, Mad Tapes Entertainment, Samurai impulsionou diversos artistas angolanos e lançou projetos que marcaram uma geração. Sua dedicação à cultura Hip-Hop rendeu-lhe uma homenagem em 2021 pela Universidade Hip-Hop Angola, reconhecendo sua contribuição inestimável para a cena cultural do país.

Legado e Impacto
DJ Samurai é uma figura icônica do Hip-Hop angolano e internacional. Sua trajetória é um exemplo de paixão, dedicação e amor pela cultura. Ele não apenas moldou a cena musical em Angola, mas também abriu portas para gerações futuras, elevando o Hip-Hop a um patamar de respeito e reconhecimento.

DJ Samurai
 Belson Talles 0

Belson Talles, nome artístico de Filipe Martins, é um rapper Angolano, nascido aos 12 de maio de 1993.

Belson Talles desde muito cedo foi sempre apaixonado por arte tendo dado início ao teatro isso em 2003, depois de alguns anos Belson deu seus primeiros passos na música em 2009, comovido com a aceitação do público na altura Belson entendeu assim continuar a cantar sem que algo o impeça.

Em 2015, Belson Talles junto de dois irmãos (Liryco e Druess), criaram o Grupo denominado New Family, inconformado com a fraca atuação dos membros, Belson decidiu fazer parte do grupo "Four Boyz" também no qual posteriormente separar-se do grupo. Fez um projecto a solo "Vida No Escuro" lançado em 2015, posteriormente veio a lançar a saga e EPs “Meu Lado Morto volume 1,2,3 e 4. Com a sede de música e a sua forma peculiar de rimar decidiu continuar com a carreira mesmo sem o apoio da família.

Talles criou o grupo "412 Pambalas" em 2018 onde ele é o C.E.O, e conta com quatro outros elementos. O grupo já conta com uma mixtape intitulada "Com Todos" lançada em 2019, o mesmo chegou a ser comercializado num valor simbólico de 500 kz.

Depois do sucesso do trabalho do grupo, Belson Talles consegue o destaque de um dos melhores Rapper do "Rocha Pinto" (bairro no município de Luanda, distrito da Maianga), zona onde habita até os dias de hoje. Desde então trabalhou com nomes sonantes como Sidjay, Agelize Mate (dos Mussekistas), Lux Marley (dos Detroya), Rey Mufasa, Samara Panamera e as Patrulha Pata.

Em 2022 o artista lança com o apoio das produtoras Fofucho Produções, Mafia Muzik, 4 Chaves Gravadora, uma resposta aos Haterz com a track “Maluco Com Saco" por eles o considerarem como tal e logo depois em 2023 lança a EP “Ngana” com o hit “Palhaço” como a música mais consumida e conta a participação do John Muzik que é um dos membros do seu novo grupo “Jogo Negro”.

Belson Talles
 Adriano Botelho de Vasconcelos 0

Poeta, escritor e político. Fez o curso de Administração e Comércio e o Politécnico de Gestão em Portugal. Esteve ligado a várias atividades de desenvolvimento comunitário no exterior do país. Foi Diplomata em Portugal, onde exerceu o cargo de Adido Cultural da República de Angola, durante seis anos. Foi eleito deputado pelo partido MPLA, na eleição de outubro de 2008. É Secretário-Geral da União dos Escritores Angolanos. Viveu quase uma década num exílio consentido e, talvez por esta razão, sua poesia tenha muito de cosmopolita.

Adriano Botelho começou a escrever na 4ª classe. Sua proposta de escrita, considerada pela família como surrealista, não levou propriamente em conta o drama da colonização. Foi em sua vertente poética que Adriano Botelho mais se permitiu dar voz ao "outro", opondo-se ao princípio estilístico da estandardização da linguagem angolana. Em Lisboa, durante a sua estadia, Adriano Botelho lançou o Jornal Angolê, Artes e Letras; no Porto, reuniu mais de duzentos especialistas de literatura angolana - encontro muito concorrido, que possibilitou ao poeta a organização de textos sobre a obra de Agostinho Neto. Com mais de 500 páginas e intitulada A Voz Igual, Ensaios sobre Agostinho Neto, a obra reuniu mais de 24 especialistas atuantes em várias Universidades dos diversos recantos do mundo. Adriano Botelho organizou também várias coletâneas, dentre as quais: Boneca de Pano: Colectânea do Conto Infantil Angolano (2005); Caçadores de Sonho: Colectânea do conto Angolano (2005) e Todos os Sonhos: Antologia da Poesia Moderna Angolana (2005). Editou os jornais Unidade e Luta (1974); Angolê, Artes e Letras (1984) e Maioria Falante (Rio de Janeiro, Brasil). Ao longo da carreira, foi agraciado com o grande Prémio Sonangol de Literatura – Ex-aequo (2003), pela obra Tábua. Suas obras Olímias e Luanary foram adaptadas para o teatro. O Webdesign do Site da UEA (www.uea-angola.org) também foi concebido pelo poeta.

Fonte:Ueangola.com

Adriano Botelho de Vasconcelos
 Jaka Jamba 0

Almerindo Jaka Jamba nasceu em 21 de março de 1949, em Huambo, no Planalto Central de Angola, numa família de classe média profundamente influenciada pela Missão Evangélica do Dondi. Seu pai, Tavares Hungulu Jamba, foi um produto dessa missão, tendo fundado uma escola na sua propriedade privada em Catchilengue, nos arredores de Cachiungo. A família Jamba era conhecida pelo seu compromisso com a educação e os valores cristãos, que moldaram a formação inicial de Almerindo. O ambiente cultural e intelectual da missão proporcionou-lhe uma base sólida para sua futura trajetória como acadêmico e nacionalista.

Desde cedo, Jaka Jamba destacou-se pela sua inteligência e curiosidade. Seu irmão mais novo, Sousa Jamba, descreve-o como uma das pessoas mais inteligentes que conheceu, um testemunho reforçado pelo privilégio de Almerindo ter interagido com intelectuais de renome ao longo de sua vida. A tradição local de um irmão mais velho nomear um recém-nascido levou Almerindo, então com 17 anos, a escolher o nome "Ivan" para seu irmão Sousa, inspirado por sua leitura de uma obra de Tolstói, refletindo já na adolescência seu interesse por literatura e filosofia.

Educação e Formação em Portugal (1960s–1972)
Com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, Almerindo Jaka Jamba partiu para Portugal na década de 1960 para estudar História e Filosofia na Universidade Clássica de Lisboa. Este período foi crucial para sua formação intelectual e política. Em Lisboa, ele entrou em contato com outros estudantes africanos de colônias portuguesas, o que despertou sua consciência sobre o passado e o destino comum dos povos africanos. Foi nesse ambiente que ele desenvolveu um profundo interesse pela história africana, especialmente pelo nacionalismo que começava a florescer em Angola e outras colônias.

Durante sua estadia em Lisboa, Jaka Jamba também se envolveu ativamente com a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), aderindo ao movimento em 1972. Sua militância em Portugal marcou o início de seu compromisso com a luta pela independência de Angola, num contexto em que o colonialismo português enfrentava crescente resistência.

Exílio e Engajamento Político (1972–1975)
Após deixar Lisboa em 1972, Jaka Jamba mudou-se para a Suíça, onde continuou seu ativismo político. Durante esse período, Angola vivia sob a repressão dos serviços secretos coloniais, a PIDE, o que gerava grande ansiedade para sua família, que temia por sua segurança. Apesar da distância, Almerindo manteve-se envolvido com a causa nacionalista, preparando-se para desempenhar um papel ativo na luta pela independência.

Com a Revolução dos Cravos em Portugal, em 25 de abril de 1974, o cenário político mudou drasticamente. Jaka Jamba regressou a Angola e dirigiu-se para o leste do país, onde a liderança da UNITA estava baseada. Sua chegada marcou o início de sua participação direta na turbulenta história de Angola, num momento em que o país se preparava para a independência.

Papel nos Acordos de Alvor e Governo de Transição (1975)
Em 1975, Jaka Jamba integrou a delegação da UNITA que negociou os Acordos de Alvor, assinados no Algarve, Portugal, com o governo português e os movimentos de libertação FNLA e MPLA. Esses acordos estabeleceram as bases para a partilha de poder em Angola após a independência. Como resultado, Jaka Jamba foi nomeado Secretário de Estado da Informação no Governo de Transição, compartilhando responsabilidades com representantes do MPLA (Rui Monteiro) e da FNLA (Hendrick Vaal Neto). Esse papel colocou-o no centro das negociações políticas que antecederam a independência de Angola, em novembro de 1975.

Guerra Civil e Militância (1976–1992)
Com o início da guerra civil angolana em 1976, Jaka Jamba assumiu um papel militar dentro da UNITA, participando em operações armadas em algumas ocasiões. Durante esse período, ele também desempenhou cargos de destaque no partido, como Secretário de Educação, Informação, Negócios Estrangeiros, e Cultura e Herança Africana. Sua atuação combinava o rigor intelectual com o compromisso político, mantendo viva sua paixão pelo conhecimento mesmo em tempos de conflito.

Entre 1986 e 1988, Jaka Jamba residiu na Jamba, a capital do território controlado pela UNITA na época. Durante esse período, ele manteve uma biblioteca e um jardim em sua casa, um testemunho de sua dedicação à cultura e à reflexão mesmo em meio à guerra. Suas conversas com o irmão Sousa, durante longos passeios, revelavam sua profundidade intelectual, com citações de Sócrates e reflexões sobre a importância de uma vida examinada.

Contribuições Literárias
Almerindo Jaka Jamba deixou um legado significativo como autor, com obras que refletem sua profundidade intelectual e compromisso com a cultura e educação africanas. Entre seus livros destacam-se: Ecos de Colina: Memórias e Testemunhos, uma coletânea de reflexões e relatos que documentam sua trajetória pessoal e política, oferecendo uma visão íntima de sua vida e da história angolana. O Despertar Filosófico em África de Alphonse Elungu Pene Elungu: Uma Referência Permanente para o Conhecimento do Pensamento Filosófico Africano, uma análise profunda do pensamento filosófico africano, com foco na obra de Alphonse Elungu, destacando a relevância da filosofia no contexto africano.

Povos e Culturas - Inovação Educativa: O Ensino e a Promoção das Línguas Africanas nos Programas Escolares nas Zonas Libertadas da UNITA em Angola, um estudo sobre a importância de integrar línguas africanas nos currículos escolares, baseado nas experiências educacionais nas áreas controladas pela UNITA durante a guerra civil.

As obras demonstram seu compromisso com a preservação da identidade cultural africana e com a promoção da educação como ferramenta de emancipação.

Carreira Parlamentar e Diplomática (1992–2008)
Com os acordos de paz que marcaram o início dos anos 1990, Jaka Jamba transitou para papéis políticos e diplomáticos. Em 1992, foi nomeado segundo vice-presidente da Assembleia Nacional e porta-voz do grupo parlamentar da UNITA, posições que ocupou até 2005. Durante esse período, ele foi reconhecido como uma figura de consenso, capaz de dialogar com diferentes atores políticos.

De 2005 a 2008, Jaka Jamba serviu como Embaixador Delegado Permanente de Angola junto à UNESCO, em Paris, um período que ele descreveu como o apogeu de sua carreira. Sua atuação na UNESCO reforçou sua reputação como diplomata e homem de cultura, promovendo a educação, a ciência e a herança cultural africana em fóruns internacionais.

Últimos Anos e Legado (2008–2018)
Após seu retorno a Angola, Jaka Jamba continuou a contribuir para a sociedade angolana como professor da Universidade Agostinho Neto e deputado na Assembleia Nacional, integrando a 6ª Comissão, responsável por assuntos de Saúde, Educação, Ensino Superior, Ciência e Tecnologia. Sua dedicação ao ensino e à pesquisa reflete sua autodescrição como "o estudante mais velho da sala", sempre em busca de conhecimento.

Em 1º de abril de 2018, Almerindo Jaka Jamba faleceu em Luanda, aos 69 anos, vítima de um acidente vascular cerebral. Sua morte gerou comoção em Angola, com tributos de figuras como o jornalista Reginaldo Silva e o jurista Alberto Nunes, que destacaram sua humildade, sabedoria e compromisso com o país. Alcides Sakala, porta-voz da UNITA, descreveu-o como um "homem de cultura, humanista, africanista, nacionalista, patriota, historiador e filósofo".

Impacto e Legado
Jaka Jamba foi uma figura multifacetada: filósofo, historiador, militar, diplomata, legislador, professor e autor. Sua vida reflete a complexidade da história angolana, desde a luta pela independência até a construção de uma nação democrática. As entrevistas compiladas por sua esposa, Miraldina Jamba, oferecem uma visão detalhada de sua trajetória, destacando sua curiosidade intelectual e seu papel em momentos-chave da história de Angola.

Como patrono da cadeira 72 da Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura (ABRASCI), Jaka Jamba deixou um legado que transcende fronteiras. Suas contribuições literárias, especialmente suas obras sobre filosofia africana e educação, reforçam sua dedicação à valorização da cultura e do conhecimento. Sua vida examinada, como ele próprio citava Sócrates, permanece como um exemplo de dedicação e integridade.

Jaka Jamba

Produtos & Serviços

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