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ARTIGOS

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Festival Infantil RNA–Chitotolo celebra 30 anos com edição especial dedicada às crianças

Fonte Lea.co.ao Data 2026-05-15 21:45:34

Evento acontece a 1 de Junho, com transmissão em directo, programação cultural e forte acção social

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Morre o saxofonista angolano Nanutu aos 68 anos

Fonte Lea.co.ao Data 2026-05-15 21:24:59

Artista deixa legado marcante na música instrumental angolana

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Da Literatura ao Teatro Infantil, Uma Obra de Superação e Resiliência

Fonte Lea.co.ao Data 2024-11-10 23:59:56

A emocionante narrativa do jovem autor angolano Beni Dya Mbaxi é transformada em uma peça teatral musical para crianças, abordando temas profundos com sensibilidade e trazendo uma mensagem de esperança.

Quem está na lea.co.ao

 DJ Cláudio Silva 0

Cláudio Mário Almeida da Silva, conhecido artisticamente como DJ Cláudio Silva, nasceu a 9 de dezembro de 1972, no Bairro Azul, em Malanje, Angola. A sua ligação à rádio e à música começou cedo e ganhou força ao longo dos anos 90, período em que o rock e a música eletrónica marcaram profundamente o seu percurso profissional.

A sua presença tornou‑se notória na Rádio LAC com o programa Top Laser (1992–1998), um dos maiores fenómenos radiofónicos da época. Às terças e quintas‑feiras, Cláudio apresentava edições dedicadas ao Pop/Rock, conquistando ouvintes e influenciando uma geração que encontrou no programa uma referência musical. O Top Laser destacou‑se também por introduzir música eletrónica num momento em que o género ainda dava os primeiros passos em Angola. Em datas especiais, o programa saía do estúdio e transformava o largo da rádio numa pista de dança ao ar livre, criando momentos que ficaram na memória coletiva.

Além do Top Laser, Cláudio Silva criou o Espiritus In Loco, um programa mais intenso, que combinava rock pesado com temáticas ligadas ao espiritismo e fenómenos paranormais, explorando uma abordagem sonora e conceptual pouco comum na rádio angolana da época. Mesmo quando passou a trabalhar em formatos distintos, como o World Chart Show (1999–2003), manteve o rock como elemento constante da sua programação. Em 2011, iniciou o programa Bons Tempos, que continua a realizar e apresentar, preservando as edições de Pop/Rock às terças‑feiras.

A influência de Cláudio Silva ultrapassou o estúdio. Ao lado de Ruca Fancony, deu vida a eventos associados ao Top Laser que ajudaram a moldar o panorama musical angolano. Esses encontros, que misturavam energia eletrónica com criatividade local, contribuíram para o surgimento do movimento que mais tarde seria conhecido como Kuduro, uma fusão de ritmos globais e identidades angolanas que se tornaria um fenómeno cultural próprio.

Ao longo da sua carreira, Cláudio desempenhou múltiplas funções: DJ, VJ, sonoplasta, locutor de publicidade e realizador de rádio. A sua visão e persistência ajudaram a expandir a música eletrónica em Angola, abrindo caminho para novas sonoridades e influenciando artistas e ouvintes que encontraram no seu trabalho uma referência duradoura.

Hoje, o legado de DJ Cláudio Silva permanece presente tanto nas ondas da rádio como na história da música eletrónica angolana. A sua contribuição para a evolução sonora do país continua a ser reconhecida, refletindo um percurso marcado por dedicação, inovação e profundo compromisso com a arte de comunicar através da música.

DJ Cláudio Silva
 Nelson Paim 0

Natural da província do Bengo, em Caxito, chegaria a Luanda aos cinco anos. Acolhido no Sambizanga em casa dos tios, diz ter convivido com a arte desde muito pequeno. “Já encontrei as paredes de casa decoradas com desenhos feitos pelo meu primo, que na altura amava e fazia muitos desenhos”. Ele seguiu o mesmo caminho, desenhando e pintando paredes das ruas em ocasiões como o Natal e o Ano Novo, algo comum na década de 90, e que era chamado de “parada”.

Mais tarde, além dos desenhos nas paredes, passou a fazer “chapas” em desenhos feitos pelo seu tio e por outros colegas. “Chapava perfeito. Bastava colocar um papel branco untado com petróleo por cima do desenho original e depois passar o lápis. Na altura não tínhamos internet para baixar imagens. Muitas das vezes a solução era, enquanto assistíamos filmes, meter pausa e depois copiar a imagem”, contou.

Os seus desenhos de criança evoluíram. A partir de 2001 deu os primeiros passos sozinho. Já conseguia fazer desenhos numa parede, decorava “paradas” com mais de um desenho. Já era “craque”.

As dificuldades da vida de artista persistiam. Não teve muitas oportunidades na vida, não pode fazer uma formação na área em que trabalha hoje, mas acha que talvez não tenha sido necessário. “Acredito que se pudesse fazer a formação cá, eu seria igual aos outros. Não teria grande impacto nem sucesso. Seria mais um na lista dos que já estão. Sou muito mais do que ‘mais um'”. Segundo o jovem, muita gente algum dia o olhou e disse que nunca chegaria longe. Outros admiravam, mas nunca apostaram. “Basta encontrar as pessoas certas na vida”.

A sorte e o destino cruzaram-se. Um belo dia Nelson Paim encontrou “uma nova família”. Para ele, isso teve muita boa influência para chegar onde está. “Participei em algumas feiras, mas infelizmente isso não acontece sempre. Depois de conhecer o [fotógrafo e publicitário brasileiro] Sérgio Guerra, ele apostou em mim”. Trabalhando hoje na agência de publicidade M’Link e a colaborar com algumas revistas como a Caras e a People, procura a cada dia que passa aperfeiçoar a sua arte. Inspira-se em muitos outros artistas, mas o mais-velho Horácio Dá Mesquita é o seu grande mestre e crítico. “Ele avalia os meus trabalhos e o admiro muito. De fora gosto do brasileiro Tiago Hoisel”, confessou.

Sem apoios da família de sangue no seu trabalho, hoje já consegue viver do que faz. “Sem medo de errar, digo que vivo dos meus desenhos. Vivo à minha maneira e vivo bem. Viver bem é estar em paz comigo mesmo, e uma outra coisa que define que sou uma pessoa que vive bem é o facto de eu viver e gostar do trabalho que faço”. Hoje o Sambizanga representa, para o artista, uma fonte de inspiração. “Lá estavam as “paradas” mais decoradas de Luanda. Conheci lá grandes desenhistas”. Considerado hoje um professor de outros jovens desenhistas, Nelson trabalha com os seus grandes companheiros: a folha de papel, lápis e o scanner. Nelson espera fazer parte de exposições internacionais, trabalhar com grandes artistas e realizar o seu grande sonho: conhecer os estúdios da Disney/Pixar, estúdio de animação responsável por filmes como os da série Toy Story.

Fonte:RNA

Nelson Paim

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