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ARTIGOS

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Morre o fotógrafo angolano Ted Yasunari

Fonte Lea.co.ao Data 2026-03-10 11:56:41

Setor criativo lamenta a perda de um dos seus talentos mais influentes

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Zara Larsson renasce com hits antigos graças ao TikTok

Fonte Lea.co.ao Data 2026-02-21 20:40:56

Como “Lush Life” e um meme com golfinhos transformaram nostalgia em sucesso global

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Phil Collins fala sobre saúde, frustrações e esperança de voltar a criar música

Fonte Lea.co.ao Data 2026-01-21 23:04:16

Em entrevista recente, o lendário músico reflete sobre anos difíceis marcados por problemas de saúde, celebra a sobriedade e não descarta um retorno ao estúdio, segundo a Rolling Stone.

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 Shane Maquemba 0

Arnaldo Germano Maquemba mais conhecido pelo nome artístico de Shane Maquemba é um cantor e compositor angolano conhecido por fazer vários estilos desde RnB, Samba, Trap, Rap, Getho Zouk and Soul Music.

Shane Maquemba nasceu no distrito da Ingombota e cresceu em Cacuaco, município em que iniciou a sua carreira. O artista começou a inclinar-se para o mundo da música aos 11 anos de idade. Interpretou músicas de Michael Jackson para os seus colegas do ensino secundário. Desde então, contou com o incentivo de seus amigos e familiares mais próximos[2] alargando o seu número de apreciadores com o seu talento e carisma.

Em 2011 deu início à sua carreira profissional[3] ao gravar a música Acredita com os Senhores do Monte e o renomado artista Angolano Dji Tafinha.

Em 2015 o cantor ficou popularmente conhecido após a sua interpretação da música Happy de Pharrell Williams no concurso The Voice Angola e no mesmo ano lançou o seu primeiro hit Morééé.

Em 2017 o cantor teve a sua primeira tournée em Portugal o que gerou a sua indicação como rosto da bebida energética Extreme em Portugal e o seu convite para actuar em outros países como Suécia, Estônia e Finlândia após brindar-nos com o sucesso Saco Vazio que teve a participação de Bass. Ainda no mesmo ano o cantor uniu-se aos colegas e abraçou o projeto de apoio a alguns centros de acolhimento em Angola atuando no Festival Beneficente Gerando Sorrisos realizado pela Associação Gerando Sorrisos e a Kilamba City Music e ano seguinte lançou o hit Magoga. Em 2019 recriou grandes sucessos como Meu Amor, Princesa (com participação de Rui Orlando) e uma versão da música Amor Perfeito de Roberto Carlos.

Adicionalmente, durante a sua carreira Shane Maquemba já trabalhou com vários cantores como Edmazia, Dj X-Trio, Kanda, Cabo Snoop, Dji Tafinha, Bass, Beathoven, MDO, MB Brothers, Gelci Bee, Ney B, Babilônia, Dj Show, Cerebro Fat, Master Face, Yang Halla, entre outros. A sua paixão pela música ao vivo e o romantismo de suas letras o tornam uma preferência em várias celebrações de casamentos pelo país.

Por demanda do seus fãs, Shane Maquemba encontra-se na preparação da sua primeira obra discográfica intitulada Certeza.

Shane Maquemba
 Manuel dos Santos Lima 0

Manuel Guedes dos Santos Lima nasceu em 28 de janeiro de 1935, na cidade do Cuíto, província do Bié, em Angola. Filho de pai oriundo de São Tomé, Manuel desde cedo se destacou por sua inteligência e dedicação aos estudos, sendo o primeiro classificado no exame do quarto ano escolar. Aos doze anos de idade, partiu para Lisboa, onde concluiu os estudos secundários no Liceu Camões e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1953. Lá, foi colega de figuras como Francisco Sá Carneiro, Jorge Sampaio e Pinto Balsemão.

Durante sua estadia em Lisboa, tornou-se residente da Casa dos Estudantes do Império (CEI), colaborando ativamente na revista Mensagem, espaço que reunia ideias de jovens intelectuais das ex-colônias. Representou Angola no 1.º Congresso Internacional dos Escritores e Artistas Negros em Paris, em 1956, e também no Congresso Afro-Asiático de Escritores, no Cairo, em 1962. Em Paris, colaborou com nomes como Léopold Sédar Senghor e Aimé Césaire na revista Présence Africaine, fortalecendo sua trajetória como intelectual engajado.

Manuel Lima ingressou no exército português, onde se tornou o primeiro oficial negro. Contudo, desertou em Damasco para se juntar à luta pela independência de Angola. Em Beirute, alinhou-se com o movimento nacionalista liderado por Marcelino dos Santos e logo assumiu a liderança do recém-formado Exército Popular de Libertação de Angola (EPLA), braço armado guerrilheiro do MPLA. Comandou operações entre 1961 e 1963 durante a Guerra de Independência, até se desligar do MPLA por divergências com a liderança de Agostinho Neto.

Durante esse período, enfrentou momentos tensos, incluindo conflitos internos entre membros do EPLA que culminaram em episódios controversos e decisivos. Após se afastar definitivamente do MPLA, seguiu para Brazzaville e mais tarde para a Suíça, onde se doutorou em Literatura Comparada na Universidade de Lausanne. Sua tese abordou a obra de Castro Soromenho, seu amigo pessoal.

Como docente, Manuel Lima lecionou no Canadá, ensinando literatura portuguesa, francesa e espanhola. Também foi professor universitário em Rennes e Nantes (França), Lisboa e Luanda, onde ocupou o cargo de reitor da Universidade Lusíada de Angola. Em 1991, fundou o partido opositor MUDAR — Movimento de Unidade Democrática para a Reconstrução — e foi convidado a concorrer à presidência de Angola em 1992.

Ao longo de sua trajetória literária, publicou obras marcantes como Kissange (1961), As Sementes da Liberdade (1965), As Lágrimas ao Vento (1975), A Pele do Diabo (1977) e Os Anões e os Mendigos (1984). Seus textos abordam temas como identidade, guerra, exílio e liberdade, com forte carga política e filosófica.

Após sua jubilação acadêmica, passou a residir em Portugal, dedicando-se à literatura e à revisão de seus escritos. Faleceu no Hospital do Barreiro, no dia 17 de dezembro de 2024, aos 89 anos. Em nota oficial, o Bureau Político do Comité Central do MPLA lamentou profundamente sua morte, reconhecendo sua contribuição para a história e cultura angolana.

Manuel dos Santos Lima
 Matadidi 0

Matadidi Mário Bwana Kitoko, um histórico músico angolano, deixou uma marca significativa na cena musical. Nascido em Kinshasa no dia 6 de julho de 1942, ele é considerado a figura mais representativa do “Período de Retorno” em Angola.

Filho de João Mbona e Helena Kiatina, ambos refugiados angolanos no Congo Democrático, Matadidi Mário integrou a orquestra OD Jazz em 1961, marcando o início de sua carreira musical. Sua ousadia em compor em língua portuguesa, mesmo sem dominá-la completamente, foi um dos grandes méritos de Matadidi Mário. Além disso, ele foi fundamental na criação da Orquestra Inter-Palanca, uma prestigiada formação musical que também incluía o célebre guitarrista Teddy Nsingui.

Matadidi Mário era um cantor e dançarino com imaginação sem limites. Ele viajou por diferentes lugares em busca de reconhecimento para sua música. Em 1962, uma cisão na orquestra OD Jazz levou à formação da orquestra OD Negro, e Matadidi Mário partiu para a Rodésia do Norte (atual República da Zâmbia). Ele também se apresentou no Zimbabwe, onde se tornou uma figura de destaque no Rotary Club em Bulawayo, a segunda maior cidade do país.

Em 1964, Matadidi Mário retornou a Lubumbashi e, quatro anos depois, voltou a Kinshasa para rever sua família. Ele tentou integrar a emblemática Orquestra TP.OK Jazz, mas uma promessa não cumprida de instrumentos musicais o levou a bater à porta do guitarrista e cantor Franco.

Matadidi Mário deixou um invejável repertório internacional e contribuiu significativamente para a música popular angolana durante o “Período de Retorno”. Suas composições refletiram temas políticos e sociais, e ele continuou a se apresentar mesmo após mais de 40 anos de carreira.

Matadidi Mário é uma figura icônica na história da música angolana, e sua coragem e talento deixaram uma marca duradoura.

Matadidi
 Jorge Henriques Mulumba 0

Nascido em 12 de março de 1978, Jorge Henriques Mulumba é um músico angolano talentoso e multifacetado. Atualmente, é instrumentista e produtor musical, além de atuar como Vocalista Principal do Grupo Nguami Maka. Sua paixão pela música o transformou em um dos maiores cultores da música tradicional angolana em Luanda.

Além de sua atuação no Grupo Nguami Maka, Jorge assumiu a liderança do grupo Kituxi e seus Acompanhantes após a aposentação de seu tio e fundador, Rudolfo dos Santos Kituxi, marcando uma nova era na música tradicional do grupo.

Jorge teve uma formação diversificada. Ele estudou Defesa Antiaérea no Instituto de Cadetes Militares, matriculou-se na Universidade Agostinho Neto, mas acabou por desistir, e concluiu estudos na escola Mutu ya Kevela, onde acumulou sabedoria e experiências marcantes.

No campo profissional, trabalhou como Promotor de Vendas na FinanGestion no passado, antes de assumir seu atual cargo como Gestor de Stock na Taf Loja de Desporto, localizada no Morro Bento, Luanda.

Conhecido como um instrumentista versátil, Jorge domina instrumentos tradicionais como a dikanza, a lata e o hungo, impressionando com sua habilidade e talento únicos. Além de tocar, também compõe e encanta com sua voz. Ele é um verdadeiro fenômeno no cenário musical angolano, promovendo e preservando a rica herança cultural do país.

Residente em Luanda, Jorge é casado com Albertina dos Santos desde 7 de dezembro de 2021. Atualmente viva em Luanda, Jorge nasceu no Marçal, na província de Luanda, e esteve na Cahama como militar das Forças Armadas Angolanas (FAA) entre 1999 e 2001.

Com uma trajetória marcada pela dedicação à música e ao seu ofício, Jorge Henriques Mulumba continua a inspirar com seu compromisso com a cultura e a arte angolana, deixando um legado importante para as próximas gerações.

Jorge Henriques Mulumba

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