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ARTIGOS

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“Quando começamos o Volume X ainda não tínhamos cabelos brancos e usávamos ele longo ” - Luis Fernandes.

Fonte Lea.co.ao Data 2018-11-12 11:30:46

O ser humano se compadece com o altruísmo muito facilmente e o Volume X tem sido isto quando o assunto é apoiar o rock nacional. Desde 1995 que Luis Fernandes, Henda Slash Lenine e Mauro Rocker têm rodado o primeiro e mais sonante programa de rádio de rock na frequência 96.5 em FM e para o mundo na internet de segunda a sábado.

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Street da Chagas disponibiliza mixtape “#1DreadChamadoMinguito”

Fonte Lea.co.ao Data 2018-11-05 10:52:08

Começou o ano 2018 com garra e muita motivação, Street da Chagas Disponibilizou no dia 06 de Janeiro a Mixtape R.S.O.D "Rap, Sexo e outras Drogas" que foi bem consumida pelo Bons amantes do Hip Hop nacional e não só, o rapper da Phoenix Records continuou trabalhando em faixas solo, com Apoio da sua Krew All Starz Gang, disponibilizou enumeras faixas como: Mutundo, Luta, Hino da Gin e mais, em suporte da sua nova tape.

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Jackson Samuel – Das baterias de latas as Yamaha, Magna, PDP X7 e sempre com Deus.

Fonte Lea.co.ao Data 2024-01-27 08:08:53

Desde pequeno já tocava latas, fazia delas uma bateria, posicionava elas num formato de Bateria.

Quem está na lea.co.ao

 Dodo Miranda 0

Adão João Gomes de Miranda, mais conhecido por Dodó Miranda, nasceu a 12 de Dezembro 1973, 'acidentalmente' na República Democrática do Congo, (ex Zaire), onde seus pais encontraram refúgio durante mais de três décadas. Na RDC foi matriculado numa Escola primária e secundária dos angolanos, avaliada pelo Colégio Português, uma escola consular da Embaixada de Portugal em Kinshasa.

Ainda naquele país, onde seus pais frequentavam um grupo coral (Coro dos Magos da Igreja Menonita), Dodó Miranda manifestava já o interesse de frequentar os ensaios, daí iniciou a marcar os primeiros passos captando as primeiras notas musicais, sob orientação do Mestre Meneses.

Foi mais tarde admitido como corista, mas depois de calorosas reuniões da Comissão técnica do Grupo Coral, que tinha opiniões divididas se pudesse admiti-lo ou não, devido a sua idade (apenas tinha cinco anos). Segundo os regulamentos internos do grupo, somente jovens dos 12 aos 45 anos eram admitidos. Todavia, houve uma excepção na sua admissão pela sua dedicação e aptidão.

Aos oito anos, integrou o leque de compassistas daquela colectividade cristã, tendo se tornado, mais tarde, arranjista e director técnico do mesmo coro. Os seus primeiros maestros, o falecido Rev. Pastor Adão Pedro de Meneses, ManLeite, Abel da Cunha, nunca hesitaram de confiar a regência do coro ao Dodó Miranda, mesmo que a sua idade fosse uma preocupação.

A sua vocação foi notória e atingiu o seu apogeu com a influência do grande maestro congolês, Mestre Joassain Ipipo Zorino que o ensinou a praticar o "Tonic Sol Fa" (uma técnica de escritura musical – vocal). Na verdade, foi o arranque deste jovem cantor para as mais variadas técnicas musicais, como por exemplo, transpôr as músicas em pautas de "Solfégio" para "Tonic Sol Fa", a prática de teclados e flauta.

Em 1995 ingressou a Academia de Música de Luanda, depois de ter frequentado vários seminários ministrados pela Igreja Menonita e por missionários americanos. O seu gosto pela música sacra é fruto da influência sofrida por artistas de renome mundial, ainda na década de 1980, entre os quais Marvin Gay, Aretha Franklin, Mahalya Jackson, Golden Gate Quartet, Les Palata, Luís Armstrong, Ray Charles, trio sango malamu, os blues feitos na época por BB king, Muddy waters, e teve fortes influências do grande pioneiro da música gospel congolesa o então falecido Charles mombaya massain .

Em 1993 integrou os Bumba Brothers, junto dos seus amicíssimos Euclides e Hendrick Bumba, um grupo cujonome mudou em 1997 para M.B Genius. Com aquele agrupamento gravou o disco “M.B Genius”, pela editora portuguesa Valentim de Carvalho. Tem ainda publicados os discos a solo “Venha Jesus!” e “Maranata - Vinda de Jesus”, saídos em 1997 e 2001, respectivamente.

Em 2006 publicou “Canções de Natal”, hoje já conta com 7 albuns gravados.

Vencedor da primeira edição do Festival de canções da Rádio Nacional de Angola (RNA), em 1997, interpretando a música em Kikongo "Tunsanisa". Em 2006, venceu mais um festival da canção organizado pela LAC, interpretando um tema do Jomo Fortunato “Vento”. Tem estado a participar em vários festivais musicais de jazz e gospel na Europa.

Hoje pode-se afirmar, sem sombra de dúvidas, que Dodó Miranda tem sido um dos cantores que revolucionou a prática do canto coral em Angola, e um dos músicos mais solicitados em arranjos vocais, tanto instrumental, constituindo também um padrão para a nova geração de artistas que defendem a bandeira nacional em eventos de renome internacional, onde é sempre convidado a actuar.

Actualmente, Dodó Miranda tem promovido vários jovens artistas na produção de obras no seu próprio estúdio. Nunca deixou de orientar ao Grupo Coral que lhe formou e aos demais coros de diferentes denominações religiosas, dando workshops e aulas de canto.

Aquando do espectáculo de Lokua Kanza no Cine Karl Marx, , o músico congolês africano que evolui na França testemunhou a vocação do Dodó Miranda confirmando que era uma das grandes revelações da música africana, pois já havia feito várias digressões, mas nunca viu um músico igual ao Dodó Miranda.

A sua participação em vários projectos musicais nacionais e internacionais, tem se notabilizado não só em quantidades consideráveis, mas também em qualidade a respeitar. Já trabalhou com vários artistas nacionais (Paulo Flores, Filipe Mukenga, Mário Garnacho, Héllio Cruz e Wando Moreira, senão a maior parte dos artistas da velha e nova geração), internacionais (Lokua Kanza, Jorge Vercillo, Manu Dibango, Yousouf Ndour, Cisco (dhru hill) Usa, Prissk e vários outros) cantando em idiomas nacionais como Kimbundu, umbundu, kikongo, tchokwe, português, francês, inglês, italiano etc ...

Actualmente, Dodó Miranda tem levado a cabo uma carreira a solo, fazendo fusão world music , gospel – jazz , enfrentando a arena musical internacional em cumplicidade com o conceituado músico Mário Garnacho.

Fonte:Newvibe

Dodo Miranda
 Carlos Chiemba 0

Carlos Manuel Abrantes José, conhecido artisticamente como Carlos Chiemba, nasceu em 4 de maio de 1962, no bairro Maxinde, na cidade de Malanje, Angola. Reconhecido como um dos baixistas mais carismáticos e influentes da música angolana, Chiemba construiu uma carreira marcada pela inovação, versatilidade e contribuição decisiva para o desenvolvimento do semba moderno.

Iniciou sua jornada musical ainda na juventude, tocando guitarra em sua terra natal. Com o tempo, migrou para o baixo elétrico, instrumento com o qual se tornaria referência incontornável no cenário musical angolano. Nos anos 1980, integrou o conjunto Central das Forças Armadas “O FACHO”, ligado às FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola), onde foi mobilizado em 1992.

Nesse mesmo ano, partiu para Portugal, onde se juntou ao grupo Kussondulola, liderado por Eduardo Paim, ícone do reggae lusófono. A parceria com Paim foi duradoura e produtiva, consolidando Chiemba como músico de estúdio e de palco. Em 1994, participou da fundação da banda Semba Masters, dedicada à valorização e modernização do semba em território europeu.

Ao longo de sua carreira, Carlos Chiemba tocou e gravou com uma vasta gama de artistas angolanos, incluindo Lamartine, Carlos Burity, Bonga, Irmãos Almeida, Voto Gonçalves, Joy Artur, As Gingas, Puto PT, Yuri da Cunha, entre outros. Gravou todos os álbuns do grupo As Gingas e é autor da icônica linha de baixo da música “Ngapa”, dos Irmãos Almeida — considerada uma das mais marcantes da música angolana.

Entre os anos 1990 e 2000, Chiemba foi amplamente reconhecido como o baixista mais influente do país, sendo apelidado por colegas como o “pai do swing do semba moderno”. Segundo a também baixista Eduina Semedo, Chiemba introduziu técnicas inovadoras como o prolongamento de notas arrastadas, inspiradas no rock’n’roll e em músicos como George Décimus, da banda Kassav. Essas inovações deram origem a uma nova sonoridade no semba, marcada por fluidez, groove e sofisticação rítmica.

Apesar de sua importância histórica e musical, Carlos Chiemba ainda não recebeu uma condecoração oficial por sua contribuição à cultura angolana. Eduina Semedo expressa esse sentimento com emoção: “Se eu pudesse pedir, pediria a tua homenagem e condecoração, Carlos Chiemba.”

Hoje, Carlos Chiemba permanece como uma figura respeitada e admirada, cuja obra continua a influenciar gerações de músicos e a enriquecer o legado do semba angolano.

Carlos Chiemba
 Tubarão 0

João Pedro Malebo, mais conhecido como Tubarão, nasceu em 3 de abril de 1961, em Calulo - Libolo, Cuanza-Sul, filho de Pedro Malebo e Guilhermina Domingos. Desde cedo, Tubarão se destacou como um dos pioneiros do MPLA, recebendo instrução militar na Fazenda América da Kibala. Posteriormente, foi aquartelado no Grafanil e, depois, na Ilha, no antigo Lar da Mocidade Portuguesa, em Luanda.

Em 1976, Tubarão encontrou Manuel Miguel, conhecido como
Pop Show, no Lar Santa Isabel. Esse encontro foi crucial para a fundação do grupo Liberdade de África, inscrito no então Conselho Nacional da Cultura. Em 1980, fundaram o Afra Sound Stars, grupo que marcou a carreira de Tubarão como baterista e vocalista.

A trajetória musical do Afra Sound Stars levou Tubarão a residir e fazer carreira em três países distintos: São Tomé e Príncipe (1983-1987), Brasil (março de 1988-1991) e, desde 1995, em exílio voluntário em Bruxelas.

Tubarão fez parte da primeira formação do Liberdade de África em 1976, ao lado de Manuel Miguel (guitarra solo), Sebastião Malembe (guitarra ritmo), Monteiro António (voz), Zito Silva (viola baixo), Henrique Paulo Ramiro de Melo, conhecido como Hagaha (teclas), e Dinho (bateria). A história de Tubarão é um testemunho de dedicação à música e à cultura angolana, deixando um legado significativo através do Afra Sound Stars.

Tubarão

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