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ARTIGOS

/images/noticias/Beni Dya Mbaxi galardoado no Botswana.jpg

Beni Dya Mbaxi galardoado no Botswana como " Best Lusophone Literature Activist".

Fonte Lea.co.ao Data 2024-03-11 10:03:10

O jovem escritor angolano, Bernardo Sebastião Afonso, conhecido no meio literário como Beni Dya Mbaxi, voltou a ganhar destaque, desta vez, destacado como vencedor do prémio " Best Lusophone Literature Activist ", “MFAAL” em Botswana.

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Mano Chaba: Trágico Falecimento do Kudurista Angolano

Fonte Lea.co.ao Data 2025-01-22 13:03:43

O jovem talento da música angolana faleceu vítima de afogamento na Ilha de Luanda.

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Luís Represas: um artista que navegou 50 anos sem perder o norte

Fonte Lea.co.ao Data 2026-07-23 00:51:17

Músico português, fundador dos Trovante e figura marcante da música popular, morre aos 69 anos deixando uma obra que atravessa gerações

Quem está na lea.co.ao

 Sapiyossi 0

Sapiyossi, nome artístico de Jonatão Katchitetele Eliseu, nasceu a 11 de novembro de 1987, numa época marcada pela guerra civil angolana. Embora oficialmente registado em Viana, Luanda, ele próprio conta que nasceu “entre o mato”, perto do rio Kupassi e do bairro Salvador, numa base militar chamada RM 93, situada entre as províncias do Cuanza Sul, Huambo e Bié. Filho de militares – o pai, Eliseu Fadário Kapitango, foi oficial de telecomunicações de guerra, e a mãe, Benita Jonatão, capitã dos serviços de saúde hospitalar das Forças Armadas Angolanas – cresceu num ambiente de disciplina e resiliência, valores que o acompanhariam para sempre. É pai de três filhos e tem sete irmãos vivos, de um total de nove.

Estudou Ciências Biológicas entre 2003 e 2006, no Huambo, e mais tarde, já na Europa, frequentou a Vrije Universiteit Brussel, na Bélgica, no Departamento de Línguas e Literaturas. Fala seis línguas: português, umbundu, francês, inglês, espanhol e holandês. A música entrou cedo na sua vida. Entre 1997 e 2000 já gravava as suas primeiras canções com instrumentos improvisados, em cassetes. Após o fim da guerra civil, em 2002, passou a usar a música como ferramenta de reconciliação, promovendo mensagens de paz, amor e liberdade. Ao longo dos anos, foi-se afirmando como cantor, compositor, dançarino e coreógrafo, tendo também trabalhado como designer gráfico, criador de sites e até como distribuidor de música digital.

A sua primeira grande gravação surgiu em 2007, num estúdio com DJ Nelinho, e nesse mesmo ano estreou-se num grande palco nacional, no Cinema Kilumba, num evento organizado pelo Brigadeiro 10 Pacotes. Em 2016 alcançou o seu primeiro grande sucesso em Angola com o single “Vão Me Ver no Binóculo”, e, depois de um período de afastamento dos grandes palcos internacionais, voltou a destacar-se em 2024 com o hit “I Don’t Have Money”. Fez digressões por Angola e pela República Democrática do Congo, e em 2018 actuou em cinco países europeus: Portugal, Espanha, França, Bélgica e Países Baixos. Viveu momentos difíceis durante o exílio, mas acabou por ser acolhido por uma família belga e integrado na comunidade artística local, tendo dirigido um concerto de orquestra em Bruxelas, Malinas e Paris, em 2019.

Além da música, fundou em 2021 a sua própria marca de roupa, a JS-Fashion, e em 2022 criou o género musical Zukuma, com raízes nas melodias e ritmos africanos. Em 2023 fundou a editora Zukuma Label, com sede em Bruxelas. Ao longo da sua carreira, lançou vários temas, como “Money Money Money”, “No The War in Ukraine”, “Fenacult”, “Sinitralidade” e o álbum “Cinderela”. Também foi premiado na Feira dos Pescadores, em homenagem ao 73º aniversário do ex-presidente José Eduardo dos Santos, em Porto Amboim.

Sapiyossi é hoje um nome que representa não só a versatilidade artística, mas também a capacidade de superação, inovação e compromisso com as suas raízes. É um artista que cruza culturas, géneros e linguagens, mantendo sempre um olhar atento sobre a sociedade, a família e a identidade africana.

Sapiyossi
 Prince Wadada 0

Tudo começou como um comum apreciador do reggae, Mário António Luluca, baptizou-se na trilha Rastafariana através da música de Bob Marley. Nos seus dias de menino de 13/14 anos ingressou, contra a vontade dos seus Pais, na Pequena comunidade Rasta situada no Bairro Operário, em Luanda, onde reforçou a sua convicção numa filosofia baseada e inspirada no modo de vida de ancestrais africanos.

Em 1992, a febre pela música começou após participar e vencer um concurso de Música para um programa de uma Rádio local (L.A.C.).A gravação caseira testemunha os primeiros passos de toasting sobre riddims à velha moda Jamaicana, com uma acentuação lírica marcada pelo balanço do “português de Angola”, nada habitual na altura.

Foi com um Sintetizador Yamaha Semi-profissional, prémio arrecadado pelo primeiro lugar no Concurso da L.A.C., que Wadada se juntou a dois amigos e deram os primeiros passos da história do Hip-Hop/Ragga underground Angolano. Kool Kleva, Gangsta Dú e Prince Wadada, formaram os “G.C.Unity”, a União do Gueto e a Cidade pelo fio condutor da poesia urbana.

Em 1994 Mário António abraça a carreira a solo iniciando a sua jornada à descoberta do som ideal para as suas aspirações artísticas.Na varanda de um 6º andar na Av. Brasil, em Luanda, tinha lugar a sala de ensaio, eram feitos os arranjos musicais e foi onde “Marito” instalou o primeiro SoundSystem Angolano.Por força das vezes que passou, em volume exageradamente alto, nos soundsystems que organizava, a música “Black Wadada” de Burning Spear, ficou conhecido por Wadada.

Em 1995 é convidado para fazer parte do programa de rádio “Top Reggae” da FM STERIO, resultado do sucesso garantido do soundystem da Avenida Brasil.Colaborou com músicos como Eduardo Paim, Pather Mak, Afro Kett e Nina Harley e, em 1998, recebeu o convite do Ministério da Cultura de Angola para engrossar o lote de artistas escolhidos para representar o País na Expo-98 de Lisboa.

1998 é, também, o ano em que edita o seu primeiro disco de originais de nome “Kem é Kem”. Um ano depois é convidado a participar da tourné da banda de General D e dos Kussondulola, e grava com estes últimos alguns temas em estúdio para o Disco “Amor é Bué”. É com Janelo da Costa, Toy Cool, Damula, Lexo e Johnny que forma o primeiro SoundSystem de Portugal com a denominação de “Fankambareggae.”

Em 2000, junta-se a músicos portugueses nomeadamente, Viviane, Dora Fidalgo, João Aguardela, Luís Varatojo, Rui Duarte, Janelo da Costa, entre outros, no projecto “Linha da Frente” resultando daí a edição de um álbum de poesias musicadas de Alexandre O´Neal, Manuel Alegre e António Aleixo. Entretanto, com o projecto Dubadelic SoundSystem, teve a oportunidade de partilhar o palco com o lendário musico/produtor de Reggae e Dub, Lee “Scrash” Perry. Prince Wadada grava o segundo disco de originais em 2004, intitulado “Natty Kongo”, uma celebração às suas raízes do Norte de Angola.

O disco foi gravado com a banda criada para suporte em concertos, composta presentemente pelos músicos: Pardal, Batata, Ian, Mandala, João-Pestana e Cabrita, elementos esses, que constituem a Kimbangui Band. Entre os melhores momentos da carreira de Wadada, destaca-se a actuação no Festival Sudoeste de 2004 em dueto com o Musico Gentleman acompanhada pela sua Far East Band.

O do 3º disco com o título “Entendimento”, editado em 2005, foi bem recebido pela crítica especializada e referenciado como um dos melhores do género cantando em Português. O álbum conta com a participação de Bezegol (Matozoo), Marta Ren (Sloppy Joe) e Charly Skank, na co-produção. Prince Wadada é um dos músicos que mais contribui para forte afirmação do Reggae nas terras de Camões, através de SoundSystems e Concertos.

Passo a passo o Músico foi debitando versos enérgicos, cheios de positividade, consciência social e muito amor à mistura. O artista é muitas vezes citado como o “Príncipe Rei” do reggae dance-hall cantado em português.Wadada dividiu o Palco com músicos como Patrice, Gabriel O Pensador, Anthony B, Israel Vibration, Alpha Blondy e Damian Marley; Participou no primeiro “One Riddim ÿlbum” editado na Europa pela editora Alemã Germaican Record, e gravou para os colectivos brasileiros Digital Dubs SoundSystem e 7 Velas. A sua discografia conta também com muitas participações em colectâneas e discos, tais como Copa Reggae, Nação Hip Odiado e Mal Amado de Bad Spirit e Musidança.

Fonte: Palco Principal

Prince Wadada
 Joana D'Água 0

Joana D’Água é uma artista multidisciplinar sediada em Lisboa, de ascendência angolana e portuguesa, cuja obra se destaca pela fusão entre música, performance, dança, pintura e ativismo. Nascida em Lisboa e criada no Algarve, é filha de mãe angolana e pai português, uma herança híbrida que marca profundamente a sua identidade artística e conceptual.

Desde 2011, Joana desenvolve o seu projeto-manifesto PLANO V, um universo criativo que integra música eletrónica, rap, afrofuturismo, dança e performance. A artista escreve, compõe, produz e interpreta as suas próprias canções, definindo o seu estilo como “Música Sensual Pretuguesa” (MSP) — uma estética que combina sensualidade, intervenção política, futurismo negro e reflexão filosófica.

A sua música é tão híbrida quanto a sua trajetória: portuguesa e afrofuturista, sensual e queer, sinestésica e ativista. Em palco, apresenta performances intensas e visuais, onde a dança assume protagonismo e a experiência artística se torna imersiva e multisensorial.

A formação multidisciplinar de Joana — que inclui pintura, teatro, dança e performance — influencia diretamente a sua abordagem musical e performativa. A artista explora temas como identidade, corpo, memória coletiva, herança colonial e espiritualidade, articulando-os numa linguagem contemporânea e profundamente pessoal.

Entre 2016 e 2019, criou a série de aguarelas “Ida”, apresentada no Espaço Espelho d’Água, em Belém. Nesta obra, Joana homenageia as vidas apagadas durante a travessia atlântica, evocando as pessoas que perderam o nome, a terra e a humanidade no contexto colonial. As faces retratadas emergem como testemunhos simbólicos de uma memória submersa, convocando reflexão e reparação histórica.

Com uma visão artística que atravessa disciplinas e fronteiras, Joana D’Água afirma-se como uma das vozes mais singulares da nova cena artística portuguesa, trazendo para o centro da criação contemporânea temas urgentes, corpos dissidentes e estéticas afro-diaspóricas reinventadas para a era de Aquaria.

Joana D'Água

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