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ARTIGOS

/images/noticias/Phil Collins em show de reuniao do Genesis.jpg

Phil Collins fala sobre saúde, frustrações e esperança de voltar a criar música

Fonte Lea.co.ao Data 2026-01-21 23:04:16

Em entrevista recente, o lendário músico reflete sobre anos difíceis marcados por problemas de saúde, celebra a sobriedade e não descarta um retorno ao estúdio, segundo a Rolling Stone.

/images/noticias/festival_infantil_rna_chitotolo.jpg

Festival Infantil RNA–Chitotolo celebra 30 anos com edição especial dedicada às crianças

Fonte Lea.co.ao Data 2026-05-15 21:45:34

Evento acontece a 1 de Junho, com transmissão em directo, programação cultural e forte acção social

/images/noticias/Mano Chaba Tragico Falecimento.jpg

Mano Chaba: Trágico Falecimento do Kudurista Angolano

Fonte Lea.co.ao Data 2025-01-22 13:03:43

O jovem talento da música angolana faleceu vítima de afogamento na Ilha de Luanda.

Quem está na lea.co.ao

 Irene A´mosi 1

Irene A’mosi é uma poeta, escritora e cineasta angolana, nascida em Luanda, cuja obra se destaca pela exploração da poética do cotidiano e pelo compromisso com o empoderamento feminino. Utilizando a spoken word, audiovisuais e instalações, A’mosi reflete sobre os desafios enfrentados pelos bairros sociais periféricos de Luanda, com especial atenção às formas de violência que afetam as mulheres angolanas.

Carreira Artística
Desde 2017, Irene A’mosi começou a contar histórias das mulheres de sua família por meio da poesia falada, evoluindo em 2022 para narrativas em movimento que capturam detalhes da vida cotidiana muitas vezes ignorados. Seu trabalho busca transformar o comum em reflexões profundas sobre a vida contemporânea, denunciando questões como violência doméstica e a luta pela sobrevivência. Em 2022, publicou Empoderamento Feminino, uma coleção de poemas que amplificam as vozes de gerações de mulheres silenciadas, ecoando problemáticas presentes na literatura angolana desde a independência.

Cinema e Audiovisual
No campo do audiovisual, A’mosi colaborou no roteiro do Filme B, realizado por Dorivaldo Cortez (produção Diamond Filme), e na série Njila, dirigida por Paulo Idalécio e Miguel Muanda (produção Geração 80 & Muanda Produções). Como realizadora, venceu a Competição Nacional da 2ª Edição do Festival Internacional Doc Luanda em 2023 com seu documentário Museu de Manifestações, um marco em sua carreira. Em 2025, ela integra o júri da competição nacional do Doc Luanda, onde três mulheres concorrem ao prêmio, reforçando sua dedicação à visibilidade feminina no cinema.

Ativismo e Curadoria
Irene A’mosi é também curadora do estúdio @ndako2.2.4_, onde promove eventos poéticos gratuitos, como a sessão “No Princípio a Poesia Era Um Ponto de Exclamação”, iniciada em 27 de maio de 2025, com patrocínio do Goethe Institut Angola. Esses eventos, realizados em Luanda, ocorrem duas vezes por mês (como nos dias 3 e 10 de junho de 2025), proporcionando um espaço para a partilha de poesia inédita e reflexões sobre o cotidiano. A’mosi utiliza esses encontros para fomentar o diálogo e a expressão artística, com destaque para questões de gênero e justiça social.

Impacto e Legado
Com uma abordagem que combina arte e ativismo, Irene A’mosi destaca-se por revelar a beleza e a complexidade do ordinário, transformando narrativas marginais em reflexões universais. Sua poesia e seus filmes não apenas denunciam as desigualdades e violências enfrentadas pelas mulheres angolanas, mas também celebram sua resiliência e força. A’mosi continua a inspirar novas gerações de artistas e ativistas, consolidando-se como uma voz essencial na cena cultural de Angola.

Irene A´mosi
 Mônica Abrantes 0

Mônica Abrantes ganhou espaço e conquistou o público com músicas de inspiração clássica, marcadas por mensagens de paz e sensibilidade artística. Natural do Lubango e residente no bairro do Maculusso, em Luanda, dedicou-se à música desde muito cedo, iniciando o seu percurso artístico ainda na infância.

Ao longo dessa fase inicial da carreira, disponibilizou três faixas musicais no mercado, com destaque para o tema “Não Há Razões”, que contribuiu para a projeção do seu nome junto do público. Paralelamente, trabalhou na divulgação de novas canções e anunciou o lançamento de outros temas, demonstrando consistência e dedicação ao seu percurso musical.

Primogénita de cinco irmãos, Mônica Abrantes afirmou-se como uma artista sonhadora e versátil, explorando diferentes estilos musicais, entre os quais o Zouk, R&B e Afro-Jazz. Em entrevistas concedidas na época, revelou que a sua principal motivação foram sempre os pais, que a apoiaram desde o início, mesmo quando, nos primeiros tempos, sentia alguma resistência em ser filmada. Com o passar do tempo e o fortalecimento da sua paixão pela música, foi ganhando confiança e maturidade artística.

A sua carreira ganhou maior visibilidade após a participação no Unitel Festa da Música 2021, um dos maiores eventos musicais de Angola. Essa presença representou um ponto de viragem, levando o público a procurar as suas músicas nas plataformas digitais e despertando maior atenção por parte da indústria musical.

Integrante da produtora Milionário Records, Mônica Abrantes viveu um período de maior atividade artística, com o regresso aos palcos e o envolvimento em novos projetos. Lançou os temas “Não Há Razões”, “Ngassakidila” e “Sol”, canções que evidenciaram a sua identidade musical e evolução interpretativa, mesmo encontrando-se numa fase inicial do seu percurso.

Nesse contexto, preparou também o lançamento de um EP, que contou com a participação da sua colega de produtora Bu Cherry, reforçando a aposta em colaborações e na consolidação do seu espaço no panorama musical angolano. Demonstrou ainda profundo respeito pela herança musical do país, interpretando obras de artistas como André Mingas, Toty Sa’Med e Rui Mingas, além de referências internacionais.

Ao longo do seu percurso, Mônica Abrantes manifestou o desejo de ver a sua música amplamente reconhecida e cantada pelo público. Esteve envolvida na gravação de temas inéditos e na revisitação de clássicos da música angolana, como “Mufete”, de André Mingas, mantendo-se fiel ao propósito de cantar com verdade, emoção e identidade.

Mônica Abrantes

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