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Ernesto Lara Filho

Poeta

  • Nome : Ernesto Pires Barreto Lara Filho
  • Idade : 02/10/1932 ( 93 )
  • Naturalidade : Benguela
  • E/Civil: Desconhecido
  • Data na lea : 05/04/2023

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Biografia

Ernesto Pires Barreto Lara Filho nasceu em Benguela em 1932 e faleceu no Huambo em 7 de Fevereiro de 1977 num brutal acidente de viação, com apenas 45 anos.

Ernesto Lara Filho deixou à literatura angolana com «um nome que entre finais da década de 50 e a primeira metade dos anos 60 assinou crónicas e reportagens de elevada qualidade, um pouco por toda a chamada "grande imprensa de Portugal e Angola…"

Fez os seus estudos (primários e secundários) na cidade de Benguela, vindo para Portugal onde concluiu em 1952 o curso de regente agrícola, na Escola Nacional de Coimbra.

Deambulando por vários países da Europa, trabalhou muitas vezes em restaurantes e na construção civil, como operário, para fazer às dificuldades económicas.

Depois de uma prolongada estadia em Moçambique, regressou a Angola fixando-se em Luanda, onde vai exercer o jornalismo, em paralelo com a sua actividade de quadro especializado dos serviços de Agricultura e Florestas de Angola, assinando diversas reportagens e crónicas no Jornal de Angola , na página "Artes e Letras" do jornal A Província de Angola , no Diário de Luanda , no ABC , na revista Mensagem da CEI (Casa dos Estudantes do Império) e na revista Cultura(II) .

Juntamente com Inácio Rebelo de Andrade, dirigiu a " Colecção Bailundo" onde se publicaram três livros de poesia. Devido à sua actividade política e cultural de apoio ao movimento independentista, apoio esse bem patente na sua escrita jornalística e literária, foi preso pela PIDE (Polícia Política de Intervenção do Estado).

Foi co-fundador da União dos Escritores Angolanos em Luanda no ano de 1975.

É considerado por certos críticos como "'Escritor maldito', pela sua postura de boémio e por contradizer o status quo e o bom gosto da "elite intelectual", da época (e não só).

Mesmo depois da independência nacional Ernesto Lara Filho nunca abandonou o seu espírito inconformista, individualista, humorista e a obsessiva apologia à marginalidade que constituem imagens de marca da sua poesia e dos seus ensaios.

O reconhecimento da sua obra é consagrado pela presença de muitos dos seus textos em diversas antologias literárias, publicadas entre 1957 e 1976. As suas crónicas jornalísticas foram compiladas em 1990 sob o título Crónicas da Roda Gigante.

Fontes: Lusofoniapoetica.com

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