Começou a dar nas vistas como guitarrista de Ndaka yo Wiñi. Desde muito cedo sentiu-se atraído pelos artistas consagrados Carlos Lopes, Banda Maravilha, Papa Wemba, Lokua Kanza, Salif Keita, Bob Marley e, sobretudo, pela música gospel.
Começou na percussão com alguns materiais metálicos, simulando uma bateria. Foi depois influenciado para que aprendesse e tocasse uma bateria verdadeira na igreja. Ainda no meio religioso, tornou-se dançarino, declamador e coreógrafo. Aos 18 anos começou a aprender guitarra com um dos estudantes finalistas do Instituto Nacional de Formação Artistica (INFA). Não parou de tocar bateria nas bandas TDC (onde se destacou pelo facto de ter sido o baterista do então "Movimento Artístico-Cultural Gospel no Ar” e, ocasionalmente tocava para nomes como Irmã Sofia, Dodó Miranda, e outros) e Surpresa (criada pelo seu professor de guitarra).
De seguida, tornou-se guitarrista (ritmista) de Kyaku Kyadaff. Na sua lista de artistas que acompanhou constam Ary, Roxanne, Coreon Du, Euclides da Lomba. Teve participação nos projectos Bar da Luandina e outros ligados ao Jazz e à música alternativa. A passagem pelo Cape Town Jazz Festival, com Ndaka yo Wiñi, é um dos seus grandes feitos. Também tem apostado no canto.
Elias, integrante de uma das bandas da Polícia Nacional, é outro produto da Igreja Tocoísta, um bluesman e jazzman. Ao ouvi-lo a tocar sente-se a forte influência de George Benson. No passado partilhou o palco algumas vezes com Wyza, Filipe Mukenga, Pascoal Mussungo e outros do circuito do Jazz Fusion. Também navega pela música angolana de raiz. Colaborou com a Banda Maravilha e com ela teve passagens pelo Show do Mês. Durante a III Trienal de Luanda acompanhou nomes como Carlos Lamartine, Santos Júnior e outros artistas que passaram pelos palcos do Palácio de Ferro.