Valter Vicente Ferreira Lopes, conhecido artisticamente como Mojó, foi uma figura ligada à história da dança angolana e um dos fundadores e líderes históricos do grupo Lambada do Kinaxixi, coletivo que se destacou pela divulgação de danças como o Semba, a Rebita e a Lambada.
Ao longo do seu percurso, Mojó desempenhou um papel importante na formação de bailarinos, partilhando os seus conhecimentos e contribuindo para o desenvolvimento artístico de vários jovens em Luanda. Entre os artistas associados ao grupo está o cantor Kelly Silva, que iniciou o seu percurso artístico como bailarino da Lambada do Kinaxixi em 1993.
O trabalho de Mojó esteve ligado à preparação de coreografias e à adaptação de danças tradicionais para apresentações em palco. Através desse trabalho coletivo, a Lambada do Kinaxixi ganhou visibilidade em espetáculos e programas de televisão, contribuindo para a divulgação da dança angolana junto de diferentes públicos.
Após a sua morte, em junho de 2016, o seu nome continuou presente na memória do grupo e do meio artístico. Em 2019, por ocasião dos 30 anos da Lambada do Kinaxixi, foi realizado um espetáculo de homenagem na Liga Africana, em Luanda. Anos depois, outras iniciativas culturais continuaram a recordar o seu contributo para a dança angolana.
Valter Vicente Ferreira Lopes, o Mojó, faleceu a 17 de junho de 2016 e foi sepultado a 21 de junho, no Cemitério do Benfica, em Luanda. O seu percurso permanece ligado à história da Lambada do Kinaxixi e à formação de bailarinos que passaram pelo grupo.